Sábado, 29 de Setembro de 2012
Dia da Defesa Nacional

 

Eu devia ter suspeitado que aquele dia ia ser terrível desde o momento em que avisei o meu stôr de Português que ia ao Dia da Defesa Nacional, e por isso ia ter que faltar na próxima aula, e ele me disse "coitada". Alias, eu já suspeitava que ia ser horrível desde que recebi a carta de convocatória, mas enfim. Faltar a duas aulas que gosto imenso não estava nos meus planos mas não estava disposta a pagar uma multa exorbitante (entre 249 e 1.247€) e mesmo assim ser obrigada a ir noutro dia.

 

Foram precisos três autocarros, e obviamente que me calhou o mais podre. Não sei se era do sono, se era receio, mas foi tudo bastante caladinho durante a viagem que levou cerca de meia hora.

 

Muito resumidamente, após a devida apresentação das três pessoas que nos iam acompanhar ao longo do dia, incluindo um que declarou "não sou casado, nem tenho filhos... pelo menos que eu saiba", vi uma catrefada de PowerPoints e mini filmes de apelo a sensibilização e informação sobre a Marinha, o Exercício e as Forças Armadas. Só sei que fechei os olhos, pelo que me pareceu ser ainda bastante tempo, e quando os abri ainda estávamos no mesmo slide do mesmo PowerPoint. O pequeno almoço não sei se foi por ter fome mas soube-me bem. Já o almoço foi coelho com batatas cozidas, e quando digo "coelho" quero dizer "ossos", e quando digo "batatas cozidas" quero dizer "meteoritos" ou "calhaus da estrada mais velha". E a sopa era algo como água e legumes. Com a fome do almoço, o lanche caiu-me bem como o pequeno almoço. Depois de vermos as instalações lá fomos embora. A questão é que em cada sitio que tínhamos que entrar esperávamos imenso tempo cá fora. Garanto que ficar parada no mesmo sitio cansa o triplo em relação a andar um razoável longo caminho. Para lá, a viagem foi agitada. Portanto, o que não puderam descarregar vocalmente durante as 7 horas e pouco que lá estivemos, descarregaram durante a meia hora de regresso a casa.

 

Recebi a minha Cédula Militar, que é um cartão todo pipi e devidamente bem identificado com os meus dados, azulinho. O que não me serve de grande coisa andar com ele na carteira já que um homenzinho nos disse que pedir uma segunda via em caso de perda é complicado, portanto aconselhou-nos a guarda-lo na gaveta das cuecas.

 

Cheguei completamente rabugenta de sono a casa, caí na cama e adormeci. Dia completamente desperdiçado. E mais não digo. Ponto.



Publicado por Sara Pagani às 12:54
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2 comentários:
De Ana✿ a 29 de Setembro de 2012 às 14:40

Eu fui em Março do ano passado, tinha um teste de estatística na mesma noite. Foi péssimo. Odiei... Mas fiquei com histórias para contar xD


De Anónimo a 23 de Janeiro de 2013 às 16:52
"homemzinho"? Tenho 1,86m!...


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