Quinta-feira, 26 de Abril de 2012
Acontecimentos da vida

 

     Porque ela não fazia a mais pequena noção da dimensão das brincadeiras dele. Não sabia quando o eram realmente ou quando se tornavam num assunto sério, por mais banal que pudesse ser ou parecer. Achava graça ao facto de poder conversar com ele sobre assuntos que não mantinha com mais ninguém, devido à banalidade como era tratado e abordado. Sabia que em certos pontos podia confiar nele, e descobrira-o recentemente. Tinha noção de que ela não era a melhor pessoa no que tocava a dar conselhos, mas não se importava de ouvi-lo. Ele também não parecia importar-se em ouvi-la e dar, por sinal, uns bons conselhos ou palpites, que inevitavelmente e de algum modo a ajudavam ou apaziguavam. Bastava-lhe que ele a ouvisse, e sentia-se muito mais leve.

 

     Ultimamente a conversa tornava-se regular e o tema sempre o mesmo, não que ambos se importassem... mas não conseguia decifrar o ponto central: onde paravam as brincadeiras e começava a seriedade de tudo? E porque raio tinha ela respondido à pergunta dele com "prometo que vou pensar."?



Publicado por Sara Pagani às 19:57
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