Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012
Nível de certezas: Zero

 

O que é que está certo? O que é que está errado? Apesar de nesta vida não haver certezas, como raio é suposto não se ter certezas de rigorosamente nada? Nada. Não ter certezas do que aconteceu no passado e muito menos do que está a acontecer no presente. Já não saber interpretar um acontecimento, uma sensação. Pior, não saber definir se quer um sentimento. Como se espetassem uma faca pelo peito dentro e não se soubesse se era dor ou alivio aquilo que se sentia. Sentia... ou devia sentir. Casos diferentes, porém em ambos tem que haver uma definição, um nome, um adjectivo, algo que diga o que aquilo é. Mas e se não se faz a mais pequena ideia de tudo isso? E se não se faz a mais pequena ideia de nada? A questão não é não arranjar palavras para descrever... a questão é que não existem mesmo. Como se cá dentro estivesse tudo vazio e ao mesmo tempo completamente preenchido. Como se tivesse tudo e não tivesse nada. Como se fosse possível haver um botão de desligar e ligar os sentimentos e este tivesse sido usado em demasia, acabando por dar uma descarga eléctrica tal que avariou e baralhou cada pedacinho.

 

Confusão. Ao escrever tudo isto, acho que encontrei finalmente a palavra adequada. Afinal sempre existe. Uma confusão total, sem uma dimensão estabelecida. 



Publicado por Sara Pagani às 18:14
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7 comentários:
De filipa a 15 de Fevereiro de 2012 às 19:14
adorei o texto, se fosse possível adicionava-o aos favoritos.


De Dri a 15 de Fevereiro de 2012 às 20:15
gostei de ler  o texto.


De filipa a 15 de Fevereiro de 2012 às 20:25
tu e eu. está mesmo perfeitinho


De Dri a 15 de Fevereiro de 2012 às 20:30
xD Se me desse a escolher entre um mercedes ou audi ou mini cooper, eu escolhia sem sombras de duvidas o mini. simplesmente adoro. 
já disse ao meus pais para ganharem o euromilhoes porque vou tirar  a carta e quero o mini xD


De WhoCares? a 16 de Fevereiro de 2012 às 16:30
E será necessário descrever? Será necessário dizer se algo é felicidade ou tristeza? Ódio ou amor? Irritação ou indiferença? Eu acho que não. 
Eu acho que não necessário descrever ou rotular, mas sim perceber o que sentimos e porque, porque o motivo que nos colocou assim é o que vai definir o que é ou não é.
Em várias línguas a mesma palavra diz-se de maneira diferente mas o seu conteúdo e significado é o mesmo seja em chinês ou português. Com o que sentimos é o mesmo. Se duas pessoas estão felizes o sentimento é o mesmo, o modo como lá se chegou é diferente.
Por isso não é necessário rótulos mas sim compreender o que sentimos, porque com rótulos é mais fácil de explicar, mesmo assim só com palavras chegamos lá bem.
No fundo sintamos o sentirmos o que interessa é perceber o motivo de assim ser. Assim a confusão desaparece tal como o peso de andar sem rumo a tentar chegar ao meio de um caminho, ao fim chegaremos quando resolvermos o que nos é dado a metade.


De filipa a 16 de Fevereiro de 2012 às 21:07
ahah *.*


De ... a 18 de Fevereiro de 2012 às 00:31
Adorei o texto *.*


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