Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2012
O tempo passa demasiado depressa...

 

A visibilidade que aquela janela lhe proporcionava de toda a imensidão, grandeza e beleza de um céu escuro e estrelado fascinava-a de um excelente modo. Sempre que se fixava a olhá-lo, assim como para a Lua, ao longo dos tempos, sentira sempre uma saudade, sem saber do quê em concreto. Uma saudade... um vazio. Como se se sentisse demasiado pequena. Era nesses momentos que gostava de reflectir. Era nesses momentos que sentia que não precisava de fechar os olhos para poder deixar a sua imaginação fertil correr livremente por onde quisesse e bem entendesse. O tempo estava a passar excessivamente depressa, e isso assustava-a bastante. Contudo, sabia que já havia aprendido umas quantas coisinhas que lhe serviriam de aprendizagem para o resto da vida.

 

Com o tempo aprendemos que promessas são meras palavras e nada faz delas um compromisso. Aprendemos que não temos que nos comparar com os outros, mas sim com o melhor que nós próprios podemos ser. Aprendemos que num abrir e fechar de olhos uma pessoa pode desaparecer e nem tivemos a oportunidade de nos despedir ou de dizer o quando a amávamos. Aprendemos que para perdoar os outros, por vezes, temos que nos perdoar a nós mesmos. Aprendemos que a maturidade de uma pessoa não se vê através do número de aniversários que já comemorou, mas sim das experiências de vida que teve e o que estas lhe permitiram aprender. Aprendemos que desabafar pode ajudar a atenuar as dores emocionais. Aprendemos um abraço tem um poder enorme, e que num olhar é possível expressar algo que as palavras não seriam capazes de descrever. Aprendemos que um sorriso pode iluminar um dia completamente cinzento. Aprendemos que podemos estar com um amigo e fazer qualquer coisa, ou rigorosamente nada, e ter excelentes momentos juntos. Aprendemos que por mais chateados e cobertos de raiva que estejamos não temos o direito de ser cruéis para os outros. Aprendemos que ser flexíveis não significa que não tenhamos personalidade ou que sejamos fracos, apenas temos que saber analisar os dois pontos de vista. Aprendemos que, ás vezes, é preciso afastarmo-nos das pessoas que mais gostamos, mas isso não quer dizer que as amamos menos... por vezes, amamo-las ainda mais. Aprendemos que ninguém é perfeito, as pessoas cometem erros e que, por mais bom que alguém seja, vai acabar por nos magoar de vez em quando e vamos ter que saber desculpa-lo por isso. Aprendemos que há pessoas com as quais não vale a pena importarmo-nos porque elas simplesmente não se importam. E aprendemos que não interessa em quantos pedacinhos o nosso coração está partido, o tempo não pára para que o arranjes.



Publicado por Sara Pagani às 19:51
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19 comentários:
De Ana✿ a 7 de Fevereiro de 2012 às 20:35
adorei *,*


De Dri a 7 de Fevereiro de 2012 às 21:14
fantastico


De ~ raquel. a 7 de Fevereiro de 2012 às 22:39
Adoro , está lindo.


De ANonimo Conhecido a 7 de Fevereiro de 2012 às 22:47
e verdade
tens toda a razao


De Sofia Sequeira a 8 de Fevereiro de 2012 às 17:57
É mesmo +.+


De filipa a 8 de Fevereiro de 2012 às 18:11
ahah, também gosto. tem coisas engraçadas :)


De YouKnowWho a 8 de Fevereiro de 2012 às 18:39


  Adorei :D tens toda a razão, o tempo é, na verdade, o melhor juíz de todas as coisas! 


De filipa a 8 de Fevereiro de 2012 às 18:39
eu não, só vou lá às vezes xD


De Dri a 8 de Fevereiro de 2012 às 19:01
tens razao, na minha zona já nao chove há algum tempo.


De agnes hope a 8 de Fevereiro de 2012 às 19:28
é um bocado mau


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